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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Ainda me lembro (vídeo) Patricia Gosuen

(clique para abrir o vídeo)

2 Ainda me lembro...
3 Ainda me lembro das vezes em que andava perdida. Pensava ser feliz
em um mundo de ilusão; pensava que tivesse amigos, No entanto vivia na falsidade,
na pobreza e na obscuridade.
4 Ao vagar, sentia fome e sede pelas ruas da vida. Andava suja e maltrapilha,
mas  desejava as vaidades que somente o mundo poderia proporcionar.
Almejava a felicidade que somente o dinheiro poderia dar
5 Ainda me lembro… De todas as vezes que passava em frente a tantas festas
e que sentia  vontade de também festas e que sentia vontade de também participar,
mas não era convidada, participar, mas não era convidada, Sequer possuía uma
vestimenta adequada para a ocasião.Ou quando via as pessoas se matando por migalhas
e outras morrendo à míngua
6 Ainda me lembro…das vezes que chorava e pensava, Até quando durará
tanto sofrimento?
Que mundo é este, tão injusto com uns e outros? Desistir de lutar?
Sim, isto muitas vezes me passou pela mente, mas persever sempre foi o meu objetivo!
7 Sentia-me como se fosse um mero grão de areia: Desprotegida, frágil como o
sopro de uma brisa mansa ao mar bonito, Mas… com ondas turbulentas e assustadoras..
Mar..o qual chamamos…Vida! 
8 Ainda me lembro… De uma certa tarde quando, sentada num banco de praça,
meditava no sentido de minha existência, minhas forças aos poucos se definhando
quando, ao meu lado se sentou um senhor de aparência frágil, demonstrando
aborrecimento e desapontamento por alguma situação que enfrentava e
começou a dizer-me:
9 *Sabe menina… Eu também me lembro das vezes que vaguei por esse
mundo afora pensando tão-somente na felicidade alheia. Ofereci a todos a minha
“riqueza”, a minha “água em abundância” e até um “banquete”
Entrei em tantas igrejas oferecendo vestimentas limpas e imaculadas em troca de
corações vazios. Ninguém me ouvia…
10 *Fiz convites para minha “festa”, convidando a todos, onde o único requisito
é que viessem com vestimentas brancas e trouxessem os corações abertos.
Me lembrei do dia que sentei e chorei, pensando Até quando as pessoas continuaram
a caminhar com os olhos vendados em direção ao abismo, sendo que a solução
está tão perto delas, do mesmo jeito que eu estou perto de ti.
11 Muitos, infelizmente, desistem de lutar e de perseverar, Esquecendo-se de que
toda a água do imenso mar Ainda é tão pouca comparada aos incontáveis grãos de areia
da praia…_então…(interrompi sua fala) _Alguém assim como o Senhor, cheio de bondade
e ótimas intenções, por que ninguém lhe dá ouvidos?
12 *Não sei (disse ele) Eu sempre estou disponível a quem quiser vir a mim. -
Posso acompanhá-lo? (perguntei-lhe) *Claro! Apenas me dê a tua mão, vem e
segue os meus passos! vem e segue os meus passos!
13 Daquele dia em diante compreendi que : a “riqueza” a que se referia,
eram suas palavras,

a “água em abundância” significava uma vida reta e sem máculas; as “roupas limpas
e brancas” eram o espírito renovado” e o “banquete” seria a grande recompensa;
e a grande “festa”, o novo dia quando todos nós haveremos de nos reencontrar para
a felicidade plena.
14 Nunca mais sentiremos fome, nem sede, Nunca mais sentiremos fome, nem sede,
nem dor, angústia ou aflição. nem dor, angústia ou aflição. Desde esse dia pude saber o
que é realmente, a felicidade. Que muitas vezes se assemelha com uma mariposa que,
ao pousar sobre nossos ombros, nós mesmos a espantamos, forçando-a a alçar voo.
15 Aquele senhor foi mais do que um amigo. Me abriu os olhos para enxergar o abismo,
sua voz, tão doce e amorosa, e suas mãos tão ternas mostraram também as provas de um
carinho incondicional..mostravam as chagas da cruz… Ah! Quase ia me esquecendo de dizer
o nome dele: 
16 Ainda me lembro….seu nome é Jesus! Medite com essa mensagem, em suas atitudes
e que Deus possa presentiar-te com um grande “banquete”em sua vida e de sua família. 
17 Texto- Patricia Gosuen Rios de Bustos (original em espanhol)
Formatado e traduzido- Luiza Helena Gosuen Rios
Música- Il était une fois dans l”ouest- Ennio Morricone
Imagens da Internet e tela de Adelina Malvissi (Jesus na montanha) Data 17/11/2007 

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Olhos tristes - Luiza Gosuen

Olhos tristes Luiza Gosuen
Uma música ... um vídeo e uma emoção...
despertam a sensibilidade de alguém com
um coração terno que ficou no tempo,
na adolescência e não desabrochou.

Só se desenvolveu, tornou-se mulher,
uma bela mulher com jeito doce,
olhar ingênuo, muito cativante, alegre.

Alguns maus tratos da vida a deixaram frágil
e logo alguém a convenceu de que poderia
cuidar e protegê-la de tudo e de todos.

Na carência, concordou. Parecia tudo muito bom.
Até chegar a maturidade, e aí vê tudo
com outros olhos, ainda ingênuos,
mas agora, com mais clareza,
e na impossibilidade de mudar sua realidade,
fecha seu coração para si mesma.

O tempo passou e ninguém conseguiu ouvir o clamor desse coração,
com suas batidas irregulares, suas dores, seus amores.
Talvez nem ela mesma.
Guardou tudo, colocando num baú e esqueceu
e foi esquecida.

Embora tendo ao seu redor muitos amigos
que a estimam e admiram,
não perceberam que não mais havia o brilho de
seus olhos, pois viam apenas seu sorriso,
seu lindo sorriso.

E então, um som a despertou desse sono de solidão.
Uma sensação estranha vibra em sua face,
dá um friozinho na barriga.
E, assim do nada, uma música,
uma voz, e o carinho que faltava.

Uma palavra meiga é a chave desse baú de
lembranças de uma época de juventude,
que ficou lá guardado.

Só agora ela percebeu que o tempo passou
e que as emoções (aquelas do "Roberto")
ainda existem...

Mas ainda é uma voz que ressoa e que o vento
sopra em direção ao mar e volta com a brisa,
brinca com seus cabelos, aquece sua face
e ela desperta e percebe, por fim,
que tudo é ilusão...
Apenas uma quimera ....